O 1º Dia de Campo da AMAPA – Associação Maranhense dos Produtores de Algodão, nesta quinta-feira, mostrou a relevância que vem tendo a cultura algodoeira no estado do Maranhão, mais especificamente em Balsas. A Fazenda Parnaíba, na Serra do Penitente, virou palco de palestras para alunos da UEMA – Agronegócio, empresários do campo, profissionais da própria sede da SLC Agrícola, representantes de revendedores de produtos relacionados à cultura do algodão. O palco, no meio da plantação, aproximou os convidados da AMAPA da realidade, onde a planície branca pode transformar a concepção dos futuros produtores ou profissionais na área agrícola, aumentando o potencial que já é hoje o estado do Maranhão, elevando para o 3º maior produtor algodoeiro depois de Mato Grosso e Bahia, com Eduardo Magalhães.

A área plantada no Brasil cresceu 20% no ciclo 2017/18, atingindo 1,13 milhão de hectares, comparado com o ciclo 2016/2017, que teve desempenho recorde das lavouras com um aumento de 22% na produção brasileira de algodão. Em níveis internacionais alcança o 4º lugar no ranking, com 1.942, perdendo em ton. somente para Índia (6.150), China (5.890) e USA (4.555), de acordo com o ICAC – Comitê Consultivo Internacional do Algodão.

Para o Consultor Cotton AMAPA, dr. Eleusio Freire, “o Maranhão planta 23 mil hectares de algodão e pode plantar 200 mil, como a soja já está no estado há mais de 20 anos, qualquer produtor pode começar a plantar algodão. O algodão é um excelente produto de rotatividade com a soja e vai lhe dar uma renda duas vezes superior à da soja. Além de beneficiar o solo vai agregar mais renda na sua fazenda.”.

Durante sua palestra, dr. Eleusio acentuou as VANTAGENS DA PRODUÇÃO DE ALGODÃO NO CERRADO MARANHENSE: 1- Excelente rotação de cultura para a soja; 2- Tecnologia pronta e disponível para adoção; 3- Alongamento de crédito e negociações no mercado futuro; 4- Proximidade dos mercados consumidores do Nordeste; 5- Baixo custo de controle do Bicudo; 6- Possibilidade futura de exportação pelo porto de São Luiz, com baixo custo de exportação. Sabe-se que o custo de produção do algodão é duas vezes maior que o da soja, porém o produtor já com experiência pode iniciar em pequenas áreas o plantio do algodão, desde que esteja estruturado, com pelo menos 06 anos estáveis, o que vai lhe dar, aos poucos, melhor rendimento. Dr. Eleusio despertou mais esperanças ao dizer que o Mato Grosso já chegou ao limite de expansão, assim como a Bahia, portanto as grandes áreas estão no Maranhão e Piauí. De acordo com o consultor, “a ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão está há 20 anos visitando na Ásia grandes compradores, o mercado já está aberto, com toda estruturação para os produtores brasileiros”.

O presidente da Fapcen e produtor rural, proprietário da Fazenda Temerante, Paulo Roberto Kreling, falou do 1º Dia de Campo da AMAPA e disse que está conhecendo a cultura do algodão: “Temos um parceiro que é SLC Agrícola que já planta o algodão há muitos anos. Ela tem uma tecnologia muito boa. Temos que elogiar o trabalho deles e da AMAPA. Não escapa a possibilidade de um futuro também iniciar com uma quantidade de hectares menores, porque hoje o investimento está bastante alto e tem uma cultura bem interessante, que te dá uma rentabilidade muito maior que a soja”. Para Paulo Kreling disse ainda, que está consciente que “a participação do algodão no mercado vem crescendo, um bom rendimento, só que possui diversos gargalos. Precisa ter uma equipe bastante técnica, uma infraestrutura muito grande. Portanto, é preciso conhecer bastante a cultura, pois é muito lucrativa”.

Leonardo é representante da Ciaseeds, em Balsas, empresa multiplicadora exclusivamente Monsoy. Para Leonardo, “estar nesse 1º Dia de Campo da AMAPA, aqui com todas as equipes de todas empresas envolvidas né, a semente de algodão vem despontando na parte de tecnologia e adaptabilidade. A gente vê o crescimento do algodão muito positivo pra região, agregando toda essa questão de melhoria na parte de trabalho, estrutura. A gente fica muito feliz em estar participando e colaborando com a comercialização de sementes de algodão TMG para região”.

O Gestor de Sustentabilidade da Embrapa, João Carlos Rocha, esclareceu que “a sustentabilidade aqui no Maranhão começou da forma correta, porque à medida que estão adentrando a produzir algodão, estão vindo com a preocupação da Certificação. Então já começam correto, porque ela tem um apelo Nacional. O Brasil é um país que mais trata a natureza com respeito, isso garanto a você. Nossas leis são rígidas e por isso a certificação é necessária para que haja esse alinhamento e proteção do produtor. Para ele, “a Certificação não só do lado ambiental, ela trabalha o lado social, a segurança, saúde ocupacional do trabalhador, né. Indiretamente tem o terceiro lado, que é o econômico, que você evita as questões jurídicas e tudo mais.”. Concluiu o gestor da Embrapa.

Representando o governo municipal, o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Thássyo Gomes Costa manifestou o apoio da prefeitura em relação aos produtores que buscam a região com a fértil esperança de uma nova vida econômica e social. Para ele, a prefeitura busca essa parceria com a AMAPA porque eventos como este, que mostra o quanto a nossa região é viável economicamente. Para o subsecretário, na visão do gestor se deve “grande apoio às grandes empresas que devem ser instaladas no município para que não só produzam e saiam, mas produzir e ficar, manufaturar os produtos e gerar rendas, gerar divisor”. Thássyo assinalou que “o município pode contribuir com os novos produtores que queiram se instalar aqui com infraestrutura, parcerias com outras empresas, com Sesc, Senai, Fiema e com a própria Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município e do estado e Acib, para que esta cadeia produtiva não suma como já sumiu em outras vezes”.

Entre os palestrantes, Paulo Filho, Gerente da Fazenda Parnaíba, analisou a AMAPA como de grande importância para a multinacional e dá grande apoio às 03 empresas que compõem a SLC, como as fazendas Planeste, Parnaíba e Palmeira. “esse primeiro Dia de Campo foi para mostrar para a região e para os produtores o quanto a produção de algodão é eficiente nos benefícios que ela traz. Quanto mais produtores tiver mais trabalho terá e mais profissionais capacitados para a própria região. Hoje, uma das grandes dificuldades é a aquisição de trabalhadores qualificados para desenvolver algumas funções e isso a AMAPA resolve facilmente”.

Adilson Ferreira dos Santos é Analista de Projetos do IBA e Felipe Mamede, Gerente de Vendas – SLC

Adilson Ferreira dos Santos é Analista de Projetos do Instituto Brasileiro de Algodão – IBA. Ele afirma que no Maranhão 90% da produção de algodão é premium ou seja, “é um algodão extremamente fácil de ser negociado, não somente no mercado nacional como no mercado internacional.”. Adilson revela que “devido às situações climáticas há grande possibilidade de produzir algodão de altíssima qualidade na região. Obviamente que esta qualidade eleva muito o poder de comercialização”. Concluiu o Analista do IBA.

Ainda, no período vespertino, e logo após um suculento almoço regado de bons diálogos, os estudantes da UEMA Agronegócios tiveram a oportunidade de conhecer o interior da indústria de beneficiamento do algodão, passagem por passagem, desde os descaroçadores até a embalagem final para exportação.

Alunos da UEMA (Agronegócio) foram convidados a participar do 1º Dia de Campo da AMAPA

Protegidos, com EPIs, alunos e imprensa, acompanhados pelo coordenador da AMAPA, sr. Wellington Nascimento e pelo gerente de produção, adentraram na digestão do algodão, onde o rítmico barulho das máquinas direcionava a admiração dos novatos na busca de mais aprendizagem. Provavelmente um dia inesquecível para este grupo de estudantes e esperançosos para os futuros empresários do campo algodoeiro.

 

OBS: A Cotação do Algodão encerrou a semana assim:

PLUMA
R$/@
Disponibilizado por: Safras & Mercado Atualizado em 14/07/2018 às 00:02
PRAÇA ATUAL MÍNIMA MÁXIMA ABERTURA FECHAMENTO VARIAÇÃO
SP – Araçatuba 111.07 111.07 111.07 111.07 111.07 +0.00
BA – Barreiras 110.07 110.07 110.07 110.07 110.07 +0.00
MT – Média Estadual 300.00 300.00 300.00 300.00 300.00 +0.00
GO – Média Estadual 520.00 520.00 520.00 520.00 520.00 +0.00
CAROÇO
R$/@
PRAÇA ATUAL MÍNIMA MÁXIMA ABERTURA FECHAMENTO VARIAÇÃO
SP – Média Estadual 600.00 600.00 620.00 620.00 600.00 -3.22
BA – Média Estadual 400.00 400.00 400.00 400.00 400.00 +0.00
MT – Média Estadual 300.00 300.00 300.00 300.00 300.00 +0.00
MG – Média Estadual 400.00 400.00 580.00 580.00 400.00 +0.00

 

 

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