Fragilidade das políticas e do seguro agrícola prejudica produtores: falta remuneração para o produtor rural e a demora nas licenças impede utilização de propriedades

A proposta do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, de estender a moratória da soja para o Cerrado não foi bem recebida pela classe ruralista. Para o presidente nacional da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Marcos da Rosa, a tese do ministro é uma “falácia”.

Conforme o presidente da Aprosoja, a tese não corresponde com o cenário atual brasileiro, uma vez que há um novo Código Florestal aprovado e que as leis ambientais não estão sendo de fato praticadas.

“Primeiro, o ministro tem que ser competente e organizar a aplicação da nova lei ambiental e fazer o próximo passo do CAR [Cadastro Ambiental Rural] pra quem tem alguma pendência”, aponta.

Da Rosa também destaca que a área de soja, atualmente, ocupa apenas 3,5% do território nacional, podendo chegar a 10% nos próximos anos, ao mesmo tempo em que o agronegócio também é responsável por grande parte da balança econômica do país.

“O Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente têm que se entender”, destaca, lembrando que recentemente o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, esteve por 30 dias na Ásia mostrando a capacidade e a responsabilidade das produções agrícola e pecuária no Brasil.

Políticas públicas

Outro ponto destacado pelo presidente é a fragilidade das políticas e do seguro agrícola, apontando a falta de remuneração do produtor rural e a demora nas licenças para que os produtores possam utilizar as suas propriedades. “Nós temos o direito de desmatar 65% das áreas do Cerrado e a reserva legal é de 35%”.

Ele ainda aponta que os produtores devem estar prontos para uma grande manifestação para lutar contra “essas coisas que são fora da realidade e da lei brasileira”. “Se possível, o produtor tinha que ter coragem e diminuir a produção agrícola em 20%. Aí nós vamos ver em quem vai doer essas falácias”, finaliza.

Fonte: Notícias Agrícolas

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