A crescente demanda interna, os desafios e as perspectivas das cadeias produtivas do estado foram abordados no seminário “Mais Desenvolvimento Agronegócio: O Papel Estratégico do Maranhão frente à Crescente Demanda Mundial pela Produção de Proteína”.

O seminário foi realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), nesta terça-feira, 14/11, no Golden Shopping Calhau, em São Luís.

Durante o evento, o público conferiu palestras e painéis que abordaram as potencialidades e a atual conjuntura do agronegócio maranhense, responsável pela geração de milhares de empregos e pela projeção positiva do Produto Interno Bruto (PIB) no estado.

Secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, no Seminário Mais Desenvolvimento.

“Esse seminário foi importante para discutir as políticas em prol do desenvolvimento do estado e o que se quer para o futuro desse setor”, disse o secretário da Seinc, Simplício Araújo. “Eu acredito na força do Maranhão e do agronegócio”, acrescentou.

Os Seminários Mais Desenvolvimento vão subsidiar a elaboração da Política de Desenvolvimento Produtivo, que tem o objetivo de valorizar as empresas maranhenses e elevar sua competitividade, agregando valor às vocações produtivas locais, a inserção econômica e o desenvolvimento socioprodutivo do estado.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho destacou o papel do seminário e do Conselho Empresarial do Maranhão (Cema), que sempre tem colocado em pauta questões ligadas ao agronegócio maranhense.

“O agronegócio é o setor que mais cresce no estado. Por essa razão, debater o futuro dessa atividade com os atores desse segmento é muito importante para o Maranhão. No momento em que um arranjo que debate as políticas em prol do desenvolvimento do estado de reúne, como no caso do Cema, damos um importante passo”, afirmou.

 Público do seminário sobre agronegócio. (Foto: Divulgação)

Público do seminário sobre agronegócio. (Foto: Divulgação)

Resultados positivos

Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que foram exportadas 119,1 mil toneladas de carne bovina, um número 43% maior que no mesmo mês no ano de 2016. Já os embarques de carne de frango in natura somaram 335,2 toneladas, 21% mais do que em 2016.

O pico de exportação de soja em grão neste ano ocorreu entre abril e junho. A receita com as vendas externas do complexo soja somou US$ 1,451 bilhão no mês passado, equivalente a um aumento de 107,6% na comparação anual, segundo o MDIC.

Daniel Grolli, Secretário de Desenvolvimento Econômico do municipal de Balsas disse à Redação da Folha do Cerrado, via whasapp, que “houve grande destaque para o município de Balsas, que demonstrou sua vocação para abrigar diversas empresas do agronegócio. Balsas não é mais fronteira agrícola. É região consolidada para produção de grãos e conta com todos os requisitos para instalação da Agroindústria. Estamos no caminho certo: Abrindo portas e mostrando os potenciais do nosso município”. Assinalou o secretário.

Este cenário brasileiro de produção e exportação destas e outras proteínas é promissor para o Maranhão, que é destaque na pecuária. O estado possui o segundo maior rebanho bovino do Nordeste e ocupa o 11º lugar no ranking nacional, com 7,6 milhões de cabeças.

Em 2015/2016, segundos dados da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), foram exportadas cerca de 13 mil toneladas de boi vivo, o boi em pé, o equivalente a 26 mil toneladas.

 

 

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