De acordo com alguns especialistas, direção defensiva é o conjunto de medidas e procedimentos utilizados para prevenir ou minimizar as consequências dos acidentes de trânsito. Para o Detran, direção defensiva é o ato de conduzir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas (erradas) dos outros e das condições adversas (contrárias)… já para o sr. Wellington Nascimento, coordenador da AMAPA – Associação dos Maranhenses dos Produtores de Algodão, não importam as definições e sim a minimização destes acidentes, entre os funcionários, dentro do campo de seus parceiros associados.

No dia 29/09 a equipe da AMAPA acompanhou uma capacitação para motoristas, operadores de máquinas entre outros, na sede de uma de suas parceiras, a Fazenda Parnaíba – Grupo SLC, uma das maiores produtoras de algodão do sul do Maranhão, que se preocupa com o bem estar de seus funcionários, a ausência máxima de acidentes, não só dentro da empresa como em qualquer outro lugar que envolva os mesmos.

A empresa disponibilizou 27 funcionários para o treinamento que foi conduzido pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho e Engenheiro Agrônomo Irapuan Antônio Nunes, gestor da empresa VOCARE – SST. O Engenheiro explica a importância destes treinamentos para funcionários de uma empresa como a Parnaíba, dizendo que “este tipo de informação passada para os operadores de plantadeiras e outros tipos de máquinas agrícolas de grande porte ou mesmo de caminhões é temerário falar que não haja acidentes ou situações que exija risco e os alertas que passo diminui o excesso de confiança.”. Antônio também informou que “as revendedoras se preocupam cada vez mais estabelecendo regras mais rígidas para a concessão da licença dos veículos de empresas, que têm de comprovar a reciclagem dos operários em direção defensiva, preventiva, econômica, além de demonstrar os devidos cuidados com os equipamentos que recebem. Tudo isso documentado. Dentro do cronograma da capacitação “o funcionário também é treinado para comunicar à empresa se ele está passando por situação de estresse, mostrar os exames médicos, se sofre com efeitos de remédios inclusive apresentar a abula para o setor de enfermaria (alguns remédios podem alterar a percepção da realidade da pessoa).”… “as empresas estão assumindo os vácuos que o governo deixa, como a educação formal que elas oferecem, não só na questão da direção defensiva mas em relação a cuidados com o meio ambiente, organização dos alojamentos, a conduta: a maneira como trato meu colega, meu chefe, meu subordinado. São questões que passam pelo crivo das empresas e isso tem reflexo na própria casa, para a família e tem surtido efeito social muito benéfico.”. Para o treinador, “estas capacitações também se transformam em momentos em que os funcionários recebem informações diversas que unem a empresa às comunidades circunvizinhas e o retorno é grandioso, pois a imagem da empresa fica cada vez mais valorizada e a certificação ou selo mostra a diferença na organização. Estas renovações de informações não são mais um brinde das empresas, tornaram-se regras, normas, em que a Ação Social do grupo se baseia porque as atitudes se transformam e chegam no lar de cada um. Cria um laço entre empresa e empregado. É o que está faltando na maioria das empresas. É a construção da imagem de uma empresa sólida”.

Coordenador de RH da Fazenda Parnaíba, Paulo Fernando Richter da Motta ao lado do Coordenador da AMAPA, Wellington Nascimento.

Em relação à parceria com a Associação, o coordenador de RH da Fazenda Parnaíba, Paulo Fernando Richter da Motta, disse que “a AMAPA mantém um bom relacionamento e no ano passado (2016) tivemos 59 homens/horas, em diversas áreas, o que é um número bem significativo, também fez semana atrás 02 treinamentos para os operadores de plantadeiras. Isto quer dizer que estamos bem amparados pela AMAPA.”. Paulo Fernando, também acentua que “depois que a Associação criou esta parceria com a Fazenda, há 03 anos, houve redução no número de acidentes, melhoria na qualidade de produção e desempenho das funções, além de giro reduzido de funcionários em torno de 18%, já que na região este número chega a ser bem maior”. Para Paulo Fernando é um número bastante considerável.

O coordenador de RH da Fazenda Parnaíba disse ainda que “a parceria com a AMAPA trouxe grande ganho já que a entidade não cobra valores pelos treinamentos, palestras ou benfeitorias” como a restauração dos 30 km da estrada Transpenitente, que vai de Tasso Fragoso até a fazenda algodoeira.

Há 02 anos na empresa, José Luis Alves, que é Técnico Agrícola e trabalha com monitoramento de pragas, diz que já absorveu vários treinamentos em diversos assuntos, dentro da Fazenda Parnaíba. Para o funcionário “como profissional e também na vida pessoal, este treinamento tem agregado bastante conhecimento e valores que são muito importantes na vida de um profissional, não só para mim, mas acabo levando para a família, para a rua”. Para ele, “este tipo de treinamento tem uma diferenciação dos ensinos de formação comuns, mas aprendemos a respeitar os próprios colegas e às vezes podemos alertar alguém sobre o perigo que lhe pode ocorrer fazendo algo errado ou de forma inconveniente.”.

O monitor de pragas Guilherme Alves da Silva, disse que o treinamento lhe despertou muito atenção, principalmente em relação a ultrapassagens ou aos cuidados com a manutenção dos veículos de transporte. Ele contou que “vários acidentes já aconteceram quando pilotava moto e, por falta de paciência acabava tentando ultrapassar sem condições de visibilidade.”. Mas salientou que a partir deste treinamento abriu mais sua visão e pretende ser mais atencioso.

A AMAPA é apenas o elo entre as corporações e seus colaboradores, alvejando o melhor desempenho de suas funções, transformando em maior economia.

 

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