Como parte das ações do Programa Mais Produção na cadeia de carne e couro, o Governo do Estado vem incentivando a adoção de novas tecnologias sustentáveis, que aliam agricultura, pecuária e plantação de florestas. O chamado sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) está sendo utilizado por propriedades em várias regiões do estado, com apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), que promove nesta sábado, 17, o segundo dia de campo dessa tecnologia, desta vez na região Santa Inês.

O evento será realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e Lavronorte Máquinas. A fazenda Muniz, em Pindaré-Mirim, é uma das unidades demonstrativas do sistema e sediará o evento.

O sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma metodologia de produção para recuperação de áreas alteradas ou degradadas, integrando os componentes lavoura, pecuária e floresta, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área. Assim, o solo pode ser explorado economicamente durante todo o ano, favorecendo o aumento na oferta de grãos, de carne e de leite a custos mais competitivos.

Com as unidades demonstrativas desse sistema, o Governo do Estado busca torná-las referência para adoção de práticas que aumentem a produção, sem comprometer o meio ambiente, além de contribuir na recuperação de pastagens degradadas, como explica o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser. “Com a integração entre agricultura, pecuária e floresta, o produtor maranhense tem melhores resultados e ainda garante as boas condições de sua terra. O estado tem um grande número de pastagens degradadas que precisam voltar a ser produtivas e esse sistema é uma alternativa viável e interessante para todos”, disse.

A integração é uma das tecnologias de baixa emissão de carbono (ABC) que vem sendo adotadas no estado, por meio de um trabalho de capacitações realizadas desde 2015. Apenas no ano passado, mais 600 profissionais participaram dos 13 cursos e eventos sobre Recuperação de Pastagens Degradadas; Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Florestas; Sistema de Plantio Direto; Florestas Plantadas e Elaboração de Projetos. Este ano, já foram realizados cursos em Zé Doca e Chapadinha.

O coordenador do Comitê Gestor do ABC, Luiz Coelho, destaca que os dias de campo, realizados não só pela Sagrima, como por instituições parceiras, seguem uma tendência nacional. “Essas iniciativas são muito oportunas, já que as áreas de uso dessas tecnologias tem aumentado e se expandido a cada ano”.

 

Cadeia de carne e couro

Além das seis Unidades Demonstrativas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (UDILPFs), o Governo do Estado vem realizando outras ações para fortalecimento da cadeia de carne e couro. Atualmente, 250 propriedades recebem Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), promovida pela Sagrima, via convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A inauguração do IEMA Couro, em Ribeirãozinho, com cursos na área de beneficiamento de couro, também fortalece a região como polo no setor.

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