A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Balsas efetuou notificação de pedido de auto de constatação à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária – SEAP, regional de Balsas para que comprove que a água despejada nas margens do Rio Balsas esteja em conformidade com os regulamentos aceitáveis e que não afetem o meio ambiente de partida onde os encanamentos são finalizados, sob a ponte de cimento, poucos metros abaixo da captação de água para consumo da população.

Presentes durante a coleta do líquido, na manhã desta terça-feira, 23/07, o Diretor de Segurança do SEAP, Lucifram Silva; Fiscal do SAAE, Edmilsom Lolo; Engenheiros Ambientais do SEAP, Cristiane Gonçalves e Madson Jorge e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Shirley Brito e Zélia Viana. De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente Municipal, que acompanhou o processo de captação do líquido despejado de um dos canos encontrados ao lado da ponte de cimento, Shirley Brito, a notificação foi apenas para que o SEAP apresente “a documentação que comprove a manutenção dos filtros biológicos que têm lá na penitenciária e que esse processo já vem rolando há muito tempo”.

Shirley Brito afirmou ainda que o pedido “é um processo para realmente comprovar que aquela água que está saindo de lá não está poluída. Depois desse resultado é que a gente vai tomar alguma providência, que eu acredito que já está tudo ‘ok’. Pelo menos mal cheiro lá já não tem mais”. Constatou Shirley.

O Rio Balsas é o bem mais precioso que a população tem, não só para o consumo natural da água, para o tráfego de transportes, como foi mais assíduo no passado, para a agricultura e atualmente mais para a diversão, principalmente nos períodos de veraneio. Atualmente, o rio tem sofrido diversas formas de degradação, como assoreamento, lavagem de veículos, depressão de barranco com fortes ondas provocadas pelos jet skis, infiltrações de fossas em suas proximidades, entre outras.

Desde a construção da penitenciária a mais ou menos 100 metros de sua margem e de 06 grandes fossas com sistema de filtração e também da reforma e ampliação do Quartel do 4º Batalhão da Polícia Militar, as reclamações de despejos de dejetos, através de encanação acenderam as discussões entre a imprensa local, as ongs que defendem o rio e a população que desfrutam nos finais de semana do bem maior da região.

O Engº Ambiental Madson Jorge do SEAP, disse com exclusividade à reportagem da Folha do Cerrado que veio de São Luis/MA fazer o monitoramento do efluente lançado pela penitenciária no Rio Balsas para, através da análise, dar esclarecimentos à sociedade a respeito dos dejetos jogados no rio. Para Madson “poderá comprovar através dessa análise que estamos seguindo os parâmetros da CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente 457, 237 e 317, que ela está dentro dos parâmetros limítrofes que são desejáveis para que possa ser despejados no efluente no corpo hídrico”.
O Engenheiro Madson afirmou ainda que “o lançamento do líquido em corpo hídrico não é legal, mas se ele é tratado e após análise e relatório não constatar impurezas ofensivas ao uso e consumo e já que não existe um tratamento de esgoto no município a penitenciária trata seu esgoto através de uma rede com sistema de filtro sumidouro e faz esse tratamento fazendo com que a parte do esgoto fique como lodo, que é devidamente coletada por outra empresa e somente a água tratada é despejada no rio”.

Ainda de acordo com a fiscal do Meio Ambiente do município, Shirley Brito, a gente vai pedir para o Quartel (4º Batalhão da Polícia Militar de Balsas) também fazer análise do líquido que sai do cano que vem do Quartel até lá embaixo, junto com o da penitenciária. Vamos pedir a mesma análise da água e aí nós vamos fazer a nossa também para comprar e aí esperar o resultado para comunicar ao Meio Ambiente e para tomar as devidas providências”.

Shirley afirmou que “acredito que já está tudo ok! Pelo menos mal cheiro lá já não tem mais. E é isso que a gente tem que constatar e responder aos anseios da população”.

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