Apresentam livros de sua autortia: Profª Célia Leite Castro, Adão Miranda e Geane Martins.

O VII Semicult é o momento em que se compartilha as produções científicas que são desenvolvidas ao longo do ano. Para alunos e professores é um momento muito importante, porque o momento de expressar todos os trabalhos que são desenvolvidos. “Porque a gente sabe que a universidade não se sustenta só com o ensino, ela é desenvolvida a partir do tripé: Ensino, Extensão e Pesquisa. Esse é um evento de extensão que tem objetivo e a gente está há 07 anos desenvolvendo esse evento e tentando levar os nossos alunos a refletir sobre as questões que são importantes para nossa cidade e é o momento de dar possibilidade a isso”. Comentou a coordenadora do projeto  e professora Adjunta 3 do curso de Letras, Ana Cristina.

Professores da UEMA e coordenadores do Semicult, Laíra de Cássia Maldaner, Ana Cristina Carvalho e Leonardo Mendes

Coordenado pelo trio de professores adjuntos da UEMA/Balsas, Laíra de Cássia Maldaner, Leonardo Mendes e Ana Cristina Carvalho, o VII Semicult é o seminário de Ciências, Culturas e Linguagens do Cesba – Centro de Estudos Superiores de Balsas, que dá visibilidade às pesquisas que são realizadas na UEMA/Balsas-MA durante o ano. São pesquisas de todas as áreas dos cursos de Agronomia, Enfermagem, Licenciatura em Matemática, Letras e Pedagogia.

Os alunos têm vários resultados positivos após a criação do Semicult, como disse a professora, muitas portas se abriram, porque esse é apenas o momento em que os alunos treinam essas apresentações. A partir daí, eles irão para outras universidades, anualmente se apresentam no Congresso Nacional de Educação, que acontece cada ano em estados diferentes. “Assim, os alunos já têm experiência dessas apresentações, por isso esse evento é uma referência pra eles. Muitos nunca saíra de Balsas, quando vão para os eventos, já sabem o esperam deles”. Conclui a professora Ana Cristina.

Como as pesquisas são desenvolvidas em todas as áreas elas são voltadas para os problemas do município e se transforma em um momento de muita produtividade, de compartilhamento de pesquisa científica, dos diversos saberes que compõem esse universo, por exemplo: é o projeto de leituras que são desenvolvidas nas escolas municipais e estaduais, projetos de agronomia que são desenvolvidos na região, enfermagem também nos postos de saúde da cidade.

Durante o evento, escritores apresentaram suas obras, também emanadas de pesquisas, de paixões ou de sonhos. A professora Maria Célia Leite apresentou o livro intitulado de “Onomástica e a Identidade do Homem”, planejado e organizado por ela, pela professora Maria Sueli de Aguiar, da Universidade Federal de Goiás e pela professora Ana Lourdes Cardoso, da Universidade Federal do Tocantins. Célia Leite explicou que onomástica é a ciência que estuda os nomes de pessoas, nomes próprios de lugares, rios, morros, como por exemplo, a cidade de Balsas: o nome da cidade advém do meio de transporte (balsas de buriti) que os nativos usavam para escoar seus produtos pelo rio que também ganhou este nome (Rio Balsas). Morro do Chapéu, Chapada das Mesas, Morro do Elefante, por ter a forma ou aparência dos objetos ou animais etc. O estudo também envolveu pesquisas sobre os nomes de certos animais. “Todos esses tipos de denominação me interessam. Há esse grande campo de estudo que é a onomática. No meu caso, trabalho mais com a toponímia, com o nome dos lugares e lugares maranhenses.”.

Sobre o livro, ela explicou: “O que procuro trazer cientificamente é, porque os homens, porque os habitadores ou os sujeitos que denominam escolhem determinados nomes para esses lugares. Nós vamos ter vários motivos, várias causas de nominativas que é algo que existe não no mundo linguístico, no mundo extralinguístico, e que é causador da denominação e vamos ter as várias motivações que estão dentro dos sujeitos que atribuem nome e que fazem gerar o nome. Acho que é interessante lembrar do ponto de vista ecolinguística que grandes motivos para a denominação dos lugares e dos lugares pequenos que nós chamamos de microtoponímia é a natureza. São as plantas, são os animais, os nomes de plantas, de animais, de morros. Então, é uma outra causa denominativa de muitos nomes de lugares tem a ver com os aspectos religiosos, com a espiritualidade. São os nomes de Santos ou correlacionadas a fé religiosa, cristianismo e ainda dentre os vários motivos há um que tem me chamado atenção e com qual eu tenho trabalhado também. Já publiquei de livro também que é acerca das estruturas de poder, a perpetuação dos nomes para uma manutenção no poder, o poder político. Portanto a língua é um dos grandes instrumentos de poder e os políticos percebem isso muito claramente. Daí termos no Maranhão muitos nomes de cidades com nomes de políticos. Muitas vezes não são os políticos que denominam, são os habitadores dos lugares, os habitantes. Mas porque eles fazem isso? Em função das carências que sentem, das necessidades que tem na sua família, na comunidade, no seu local. Isso faz com que eles queiram chamar a atenção dos políticos para que atendam as necessidades básicas dessas comunidades. Daí muitas vezes chamarem, acionarem, pegarem os nomes dos políticos para denominar os lugares, tirando nomes que eram espontâneos, nomes que eram naturais, nomes que tinham a ver com a cultura e com a espontaneidade do povo. Portanto, as necessidades vão superando. Afora os casos que são imposições políticas mesmo e que terminam mudando os nomes dos lugares”.

A professora Célia Leite afirmou ainda, que ficou muito feliz em ver seu aluno Adão e que também é membro do Clube Letra Viva, junto com outros alunos que estão presentes, inclusive jornalistas, pessoas que fazem parte do Clube e outros que também estudaram aqui na Uema, como a Geane, que foi orientada por ela e egressa finalmente com um livro de poesias. Para Célia, “esta é a maior realização que pode ter um professor. É ver os seus alunos, ver os seus pupilos, os seus discípulos superando o próprio mestre. Essa é a grande vaidade que pode ter o professor. Eu me sinto contemplado, me sinto um pouco desses ex-alunos, e alunos que conseguem ir para além daquele curso de graduação que se termina e desenvolvem trabalhos maravilhosos, dando essa contribuição social e cultural para o nosso município. Eu gostaria de dizer que esta é uma grande função da universidade. Formar pessoas críticas, cidadãos que possam contribuir com toda a comunidade balsense”.

Geane Martins Mendes é professora de Língua Portuguesa e Literatura, formada pela UEMA em 2017. Autora do livro de poesias intitulado de “Amarela”.

“Quanto vale encontrar alguém para te escutar? 
Quanto custa ter quem te olhe, te admire e seja feliz por ter você ao lado?
Quão caro é poder passear de mãos dadas com quem se chama amor?
Quanto vale uma vida ao lado de quem se gosta?

– Ninguém mais tem a coragem de arriscar saber.

Amar-ela 💛”

É um livro de poesia, como explicou Geane, que passou por todo um processo e foi tomada uma decisão. O livro trata do amor em todas as suas formas, seus gêneros. “Eu decidi que eu ia publicar, que era o que eu gostava de fazer, que era escrever poesias e falar de sentimentos e mostrar isso para as pessoas, para o mundo. É o amor! A gente não se prende a nenhuma marra, ao falar de amor”. Para ela, a ideia de escrever poesias, já vem de anos, desde criança, mas a decisão de divulgar seus trabalhos veio este ano, logo após sua formatura em Letras. O Semicult foi um grande empurrão para chegar à concretização do livro, tão logo também leu a primeira obra de Adão Miranda. Geane disse que escreveu para quem gosta de falar de amor, para quem ama, para quem gosta de ser amado.

Adão Miranda autografa seu livro “Decidi Viver o Sucesso” para o cantor e poeta Deusamar Santos. Foto: Publicação

Adão Miranda também apresentou seu livro “Decidi Viver o Sucesso” durante o VII Semicult. O escritor, que trabalha nos Correios de Balsas, na motivação dos funcionários, depois de concluir o curso de Letras pela UEMA, se capacitou em palestrante, o que o deixou mais preparado para decidir colocar aos olhos do indecisos uma literatura tão procurada, nos dias de hoje. Adão explica que sua grande satisfação chega a cada dia, quando recebe um e-mail, uma ligação ou uma mensagem de alguém querendo saber onde pode comprar uns exemplares do livro. Contou também, que uma única pessoas comprou 08 livros para doar aos amigos, como presente de fim de ano. Mas isso revela a importância do contexto que o livro expressa. “É uma grande satisfação é muito trabalhoso que ler um livro lógico mas são momentos como esse, momentos que a gente viveu aqui na UEMA, com os colegas, professores, alunos, acadêmicos, essa alegria em nome de partilhar é que faz a gente continuar escrevendo, para mostrar o nosso trabalho e tentar transformar as pessoas também”. Entusiasmado com os resultados nas vendas do livro, Adão ressalta que “o objetivo dele não é só você se divertir, passar o tempo lendo. É trazer alguma mensagem positiva e fazer com que a pessoa acredite que é possível você conquistar seus objetivos.

O escritor balsense diz que todas as pessoas hoje relutam em tomar alguma atitude, em decidir. “Então, o próprio nome do livro “Decidi Viver o Sucesso” é para passar mensagem de que qualquer pessoa é capaz de decidir, tomar uma atitude e ter uma ação positiva para transformar a vida, a vida para melhor”. Como decidir para Adão é, primeiramente, marcar uma data para a concretização do seu projeto, como o fez com o primeiro, já pensa em marcar a data para o segundo livro, no mesmo estilo, e logo depois divulgar. Para ele, “não basta marcar uma data e ficar só consigo. É preciso marcar a data e divulgar para os amigos, entre os colegas, como forma de comprometimento”.

Para encerrar o VII Semicult com chave de ouro, os organizadores convidaram o apresentador de TV, ator e diretor cinematográfico, Nonato Nogueira, com um grupo teatral criado com alunos da Uema, que encenaram danças ao ritmo de músicas tradicionais referentes à cidade de Balsas.

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