Fotos do projeto "Cem anos em fotografia", agora fazem parte do acervo municipal. Fernando José Gonçalves mostra para os filhos, um pouco dos seus 50 anos de Balsas.

Com o lema “A cidade que queremos”, a gestão de dr. Érik Silva mostra-se ativa com a renovação municipal, presenteando Balsas pelo centenário, inaugurando projetos velhos, como a UPA, o Hospital Regional e novos projetos, como o Parque Centenário, dezenas de ruas asfaltadas e agora o Museu Municipal, e também resgatando velhas imagens, que levam ao passado uma geração que a partir de agora irá conhecer os ancestrais em seu tempo através de objetos, retratos e quadros, que por via das dúvidas parecem surrealistas diante de tantas peças reais.

Mãe do prefeito, dona Aparecida, aprecia um modelo de rádio do início do centenário de Balsas

A inauguração do novo Museu Municipal contou com a presença de autoridades regionais da área cultural e turística, pintores e artistas diversos, políticos e a imprensa local, onde puderam conferir, em um só local, peças antigas, de uso pessoal ou profissional, como as primeiras máquinas fotográficas, as velhas radiolas e discos de vinil, máquinas que rodaram filmes memoráveis nos extintos Cine Éden ou Cine Santo Antônio e muitas outras peças que trazem de volta um passado cheio de nostalgia e que enriquece os olhos, não só de colecionadores ou simples curiosos, mas de quem busca a sua própria história ou a história de um lugar. Mais um presente no centenário do município.

Adolf Hitler, mesmo com sua dureza espiritual, disse que “só lutamos por aquilo que amamos, só amamos aquilo que respeitamos e só respeitamos aquilo que conhecemos”. Conhecer mais e melhor a cidade em que vive é dever de todo cidadão, porque o conhecimento transforma, faz amar, respeitar e preservar mais.

Para transformar o sul do Maranhão muitas cidades vêm tentando se adaptar ao maior comércio que o mundo presencia. O turismo, hoje, é o principal meio de arrecadação de muitas cidades brasileiras. O turista procura descanso e diversão, ao mesmo tempo que se dispõe a gastar suas economias com conhecimentos.

Para o secretário de Turismo do município de Riachão/MA e um dos expoentes do Polo Chapada das Mesas, Beto Kelnner, disse que “Balsas está se reposicionando no cenário cultural e turístico do sul do estado, sem dúvida nenhuma, o centenário está fechando com chave de ouro, com a inauguração deste museu que relembra a história do renascimento da cidade, a história das pessoas que passaram pelo rio e construíram esta riqueza que é Balsas.”.

Ao lado do secretário municipal de Cultura de Balsas, Clério Nascimento, a secretária de Cultura e Turismo de Fortaleza dos Nogueiras, Joilene Assunção, definiu como “espetáculo. O novo museu de Balsas é um espetáculo de criatividade, de resgate à cultura local. Fazer com que o seu povo e os povos das cidades circunvizinhas venham conhecer o museu, é fundamental para desenvolver mais a cultura local e saber como foi antigamente.”. Joilene acrescentou que é um resgate para os jovens conhecerem seus antepassados. A secretária disse, ainda, que “isto é um sonho de qualquer município, ter um museu onde reapareça toda a memória de um povo”.

O secretário de Balsas, Clério Nascimento, disse que a mudança de Museu do Sertão (antes sediado no Coreto, na praça da Matriz) para Museu Municipal de Balsas (antes biblioteca municipal, na mesma praça), “foi a realização de um sonho, uma vez que a biblioteca será no Farol do Saber, na avenida Cel. Fonseca, em parceria com o Estado”.

O novo Museu Municipal de Balsas terá uma secção exclusivamente destinada às originalidades do sertão, conforme explicou o secretário. O museu mostrará “aquilo que o sertanejo usava, no seu dia a dia, antes da tecnologia. Portanto, hoje temos um museu seccionado, além de espaço temporário para artistas plásticos ou outros tipos de artes”. Determinou o secretário municipal.

Por falar em artista plástico, quem esteve presente na inauguração foi o amazonense, de Manaus, Adson Geraldo do Nascimento. Hoje, morador de Balsas, trabalha na coordenadoria do Projeto Trizidela Nova, no bairro Trizidela, analisou o museu como “novo, com bastante espaço, ambiente agradável e tudo descrito, para que as pessoas possam entender a funcionalidade e a proposta para a qual ele foi criado. Ou seja, um museu que você viaja por parte do sertão, por parte do sertanejo. Revela todo a realidade histórica de Balsas e você culmina com todos os elementos de informações importantes. Desde o som, da mídia, do cinema, da televisão e apresenta espaço novo.”.

Ao descobrir a placa inaugural, ao lado de sua esposa, primeira dama Vivianne Coelho e do secretário de Cultura, o prefeito demonstrou grande satisfação com a decoração feita pelos artistas plásticos Maria da Consolação de Sousa Rocha e Adson Geraldo do Nascimento Dias, e disse que “aqui há um pedaço de todos os balsenses, dos que passaram mas deixaram sua história, do sertanejo, dos primeiros vaqueiros, os primeiros comerciantes, a chegada dos sulistas”.

O prefeito reiterou, afirmando que é mais um complemento dos seus sonhos para o centenário de Balsas. “Tudo que Balsas viveu nesses 100 anos está retratado aqui nesse museu”.

VER MAIS FOTOS.

Artista plástica Maria da Consolação, ao lado do Diretor de Finanças, Luis Pedro, que dá todo apoio a qualquer iniciativa que retrate a cultura e o bom jornalismo local.
Cem anos em retratos agora é parte do novo museu de Balsas.
Peças que faziam parte do ex-Museu do Sertão, agora são parte do acervo do novo museu.
Peças antigas, de uso doméstico, doadas pela população de Balsas, representa o cotidiano.

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