Um encontro entre a Polícia Rodoviária Federal, Aged e Fapcen alinhou o controle sobre animais soltos, que geralmente provocam acidentes nas rodovias, no corredor que leva ao Agrobalsas 2018. O evento do agronegócio, o maior do estado do Maranhão, no período de 14 a 19 de maio de 2018, na Fazenda Sol Nascente, quando haverá maior circulação de veículos na região, vindos de toda parte do país. Com animais pelas pistas, o perigo aumenta, podendo ocasionar prejuízos irreparáveis em quem pretende, simplesmente fechar grandes negócios no evento.

No percurso de 500 quilômetros da BR 230, entre o município de Carolina e São João dos Patos, se torna o trecho mais perigoso para motoristas e motociclistas, conforme comentou o inspetor da PF, Wendel: “de um modo geral é uma parceria que a PRF fez com a Aged de Balsas e a Fapcen. É um trabalho pioneiro na região porque nós tentamos fazer com que este trabalho, em conjunto, se desloque na rodovia e recolha os animais que se encontram expostos e que possam vir a causar acidentes no trajeto, de modo geral, que vai de Carolina até o Km 100 que, é mais ou menos um pouquinho ali antes de São João dos Patos”.

No período de um ano, de 2017 a 2018, 17 mortes aconteceram decorrentes das colisões entre veículos (carros, motos, ônibus) e animais na rodovia. Em especial, o jumento, é que tem provocado a maioria desses acidentes, conforme destacou o inspetor da PRF.

O que pode acontecer com o proprietário de um animal que provocar um acidente desse tipo na pista? O inspetor Wendel explica: “Uma pessoa que deixa o seu animal, seja uma vaca, um boi ou o próprio jumento, solto na rodovia, e causar algum acidente grave, uma vez que a pessoa é identificada, vai para Delegacia da Polícia Civil, será caminhada para responder de forma legal por essas ações. Tanto pode ser a questão do simples abandono do animal na rodovia como simplesmente também se causar um dano maior em relação ao veículo ou relação à vida também, vem também a ter um tratamento mais grave.”.

O inspetor Wendel também acentuou a importância da Fapcen, através de sua superintendente, Gisela Introvini, que cedeu um espaço, dentro da própria Fapcen, para colocarem os animais apreendidos nas margens das rodovias até que estes sejam levados para outra propriedade (uma fazenda), provisoriamente doada para a PRF e Aged, para colocarem os animais apreendidos até que sejam devolvidos para seus donos ou que sejam tomados outros rumos.

Quanto à identificação do proprietário, Wendel esclareceu sobre a apreensão: “Quando acontece com bois, vacas e cavalos é fácil identificar, porque os animais normalmente têm dono. Então, eles vêm resgatar um animal que está apreendido no caso, no local específico aqui, é fácil identificar essa pessoa e conseguir levar à Delegacia da Polícia Civil e responder por isto. No caso dos jumentos não, porque estes animais, infelizmente, eles ficam soltos, não têm dono de um modo geral e aí fica mais difícil localizar e penalizar quem venha a deixá-los na rodovia.”. Conclui o inspetor, afirmando que “trabalhamos todos os dias nas rodovias, para que os acidentes sejam minimizados ou evitados, para o bem das famílias.”.

O chefe da unidade regional da Aged/Balsas, Diego Amaral, disse que “quando começou a acontecer os acidentes aqui nessa região a Polícia Rodoviária procurou apoio da gente e montamos essa parceria. Após a gente ter dado início a esse trabalho, poucos acidentes aconteceram e de lá para cá apenas uma morte fatal e graças a Deus o trabalho tem funcionado. A gente montou novamente o convênio com a Polícia Rodoviária Federal e o superintendente da Polícia Rodoviária entrou em contato com a gente aqui e garantiu a permanência do caminhão, aqui na regional de Balsas, para que essa parceria nunca se acabe, porque é uma regional que realmente funciona. A PRF, quase que toda a semana a gente está fazendo uma ou duas operações, pegando, desde São Domingo do Azeitão até a Carolina, então nestes últimos dias mais de 20 animais foram retirados da BR e principalmente agora vamos aumentar e intensificar estas operações até por conta do Agrobalsas e como a gente sabe que o fluxo de veículos aumenta muito na nossa região e para que não ocorra nenhum acidente, principalmente acidentes fatais que vão provocar situações constrangedoras aí, para as famílias que se envolvem nesse tipo de acidente.”.

Diego Amaral também alerta para os prejuízos  acarretados aos proprietários, por ocasião destes acidentes, e diz que “é importante saber o seguinte, a  pessoa que, quando bate num determinado animal e que causa um acidente fatal e/ou danos materiais, se o proprietário do animal for descoberto, ele responde por homicídio. O animal é irracional. Então a responsabilidade dele estar na BR é do proprietário. Se alguém vier a falecer e for descoberto o dono do animal, você vai responder por homicídio. É como se você tivesse atirado na pessoa e os danos materiais se for descoberto, ele também é obrigado a pagar. E também a PRF já tem uma nova Legislação, na qual além da multa ele também paga a quilometragem rodada do veículo da PRF, a partir do momento, daquele lugar em que o animal foi apreendido.”.

Conforme disse o chefe da Aged/Balsas, até o momento nenhum proprietário de anima que tem causado acidente não foi preso: “Ele nega veementemente que o animal não é dele. Então fica complicado. A única situação que teve, a gente realmente descobriu quem era o proprietário do animal que causou uma destruição total na caminhonete, que era de um produtor rural, aqui da região e ele pagou toda a despesa do conserto do veículo, mas nos acidentes fatais infelizmente, a gente ainda não conseguiu localizar um proprietário.”.

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