Kamila e Karina Ferreira são irmãs e estavam em um veículo quando foram surpreendidas por policiais (Foto: Divulgação)

O delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Guilherme Sousa Filho, em entrevista na última sexta-­feira ao programa Rádio Patrulha da Mirante AM declarou que os policiais que assassinaram Karina Brito Ferreira, 23, e balearam, no braço, Kamila Brito Ferreira, 27, serão indiciados pelos crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio. O delegado afirmou que vai haver a reprodução simulada dos fatos. O fato ocorreu durante um cerco policial no dia 15 de dezembro do ano passado em Balsas/MA, para prender assaltantes de bancos.

“Os verdadeiros autores dos tiros que assassinaram a vítima serão indiciados por homicídio doloso, no final do inquérito policial. Não houve barreira policial e muito menos tinham viaturas da corporação militar com o giroflex ligado”, disse Guilherme Sousa Filho. Ele também informou que esse caso começou a ser investigado pela equipe da Delegacia de Balsas, mas por determinação da Delegacia Geral de Polícia Civil foi transferido para investigadores da SHPP.

O trabalho investigativo está em sua segunda fase e após 30 dias do fato foi solicitada ao Poder Judiciário a deleção de prazo alegando que a polícia precisava de mais tempo para adquirir e analisar mais provas sobre o caso. O delegado declarou que havia a necessidade de ouvir mais testemunhas. Até a tarde de sexta­-feira, 03/02, não tinha saído o resultado do exame de comparação balística do Instituto de Criminalística (Icrim).

Todas as armas utilizadas durante o cerco policial em Balsas, na noite do dia 15 de dezembro do ano passado, foram apreendidas e repassadas ao Icrim, no Bacanga, para serem periciadas e, segundo o delegado, o objetivo é identificar o armamento que teria retirado a vida de Karina Brito. Após essa etapa, o delegado garantiu que vai ser realizada a reprodução simulada dos fatos e no mesmo horário em que ocorreu o fato, em Balsas.

Identificação

Guilherme Sousa Filho disse que a polícia já conseguiu identificar os veículos da polícia que provavelmente teriam partido os tiros que vitimou Karina Brito e Kamila Brito, por meio do sistema de câmera de vídeo da cidade. Além disso, a polícia identificou a conduta dos militares que estavam dentro desses veículos.

Ainda segundo o delegado, no dia do fato, os policiais militares estavam tentando prender suspeitos de terem explodido uma agência bancária em Fortaleza dos Nogueira, ocorrida no dia 13 de dezembro. No decorrer dessa incursão, o veículo das vítimas, um Pálio, foi abordado com um dos carros da polícia descaracterizado, um Duster. Em seguida, o Pálio foi abordado e perseguido por mais três veículos da polícia e sendo um da Companhia de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar), um da Companhia de Operações Especiais (Coe) e um do Batalhão da Polícia Militar de Balsas.

Na Rua do Egito, o veículo das vítimas foi alvejado por vários tiros e uma das balas matou Karina Brito como também baleou a sua irmã. “A Kamila declarou que pensou que se tratava de um assalto”. Guilherme Filho, delegado.

DEIXE UMA RESPOSTA