A produção de arroz no Maranhão, que na safra 2013/2014 foi de 658,4 mil toneladas, considerada a terceira maior do país, atrás apenas de Santa Catarina (1.07 milhão) e Rio Grande do Sul (8,1 milhões) será de apenas 174,1 mil toneladas na colheita de 2017. O volume representa uma queda de 35,1% na comparação com a safra de 2016, que foi de 268,3 mil toneladas, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada nesta quinta-feira (08).

Com este desempenho, o Maranhão cai para a sexta posição entre os estados produtores, atrás do Pará (176 mil), Tocantins (619,1 mil), Mato Grosso (381,9 mil), Santa Catarina (1,048 milhão) e Rio Grande do Sul (8,255 milhões).

Vale ressaltar, que dependendo dos efeitos climáticos ou novas avaliações, o estado pode cair para o sétimo lugar, já que o Piauí tem hoje uma stimativa de apenas 10 mil toneladas a menos que o Maranhão, ou seja, pode fechar a safra com 164,1 mil toneladas.

Uma das explicações para essa queda está na redução da área plantada, que na safra 2015/16 era 181,5 mil hectares e este ano foram plantados 116,3 mil hectares, ou seja, 35,9% a menos. E o desempenho só não será pior porque houve melhora na produtividade, já que de 1.478 quilos por hectare e pulou para 1.497 quilos por hectare, uma variação positiva de 1,3%.

De acordo com a Conab, “em todo o Maranhão, observa-se a cada safra uma redução de área plantada, consequentemente de produção. Nesta safra não será diferente. Estima-se para essa safra nova perda de área plantada, aproximadamente 35,9%, que corresponde a 116,3 mil hectares”.


Produção – Vale ressaltar, que na colheita de 2015 (plantio realizado em 2014), foram 525,7 mil toneladas, 6,0% a mais que na safra anterior, que tinha sido de 496,0 mil. À época, esse volume chegou a ser considerado ridículo pelo secretário de Agricultura, Márcio Honaiser, que projetou para os anos seguintes uma produção de no mínimo 1 milhão, suficiente para abastecer toda a população maranhense. “Essa é a determinação do governador Flávio Dino”, disse à época.

O presidente da Federação da Agricultura do Maranhão, Raimundo Coelho, informa que a cultura vem despertando o interesse do agricultor maranhense porque a lucratividade está muito baixa, e cita o exemplo dos produtores do Baixo Parnaíba, muitos deles também produtores do sul do estado, que preferem ocupar suas terras com plantios de milho, pois este tem melhor cotação no mercado.

Outro aspecto notado é o desinteresse dos agricultores da Baixada, que estriam sofrendo punições severas dos órgãos de fiscalização ambiental, por isto trocaram de atividade, optando pela piscicultura. Segundo o empresário Benedito Mendes Júnior, da BB Mendes, dono do Arroz Bom Maranhense, houve produtor que levou multas tão elevadas que a produção não daria para cobrir o valor da punição.

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