As vendas antecipadas de soja no país, referentes à safra 2016/17, cresceram apenas 5% nos últimos 60 dias, saltando de 20%, observados em nove de setembro passado, para 25%, averiguados no dia quatro deste mês.

Conforme dados da Safras&Mercado, a média histórica para o início de novembro é de 30%, sendo que, em quatro de novembro de 2015, durante o ciclo agrícola de 2015/16, as comercializações da oleaginosa atingiram 41% do total.

Considerando uma safra de soja estimada em 103,477 milhões de toneladas, o montante já negociado é de apenas 26,13 milhões de toneladas. Na avaliação da empresa de consultoria em agronegócio, a redução das vendas antecipadas do grão pode ser um reflexo do foco no próprio cultivo, por parte dos produtores rurais, e das baixas cotações atuais, que estariam levando o sojicultor a esperar por novas oscilações futuras, obviamente, para cima.

Para o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Hélio Sirimarco, os preços baixos da soja, no momento, estão ligados a três fatores: à previsão de uma safra recorde da oleaginosa nos Estados Unidos, que está praticamente colhida; ao plantio do ciclo agrícola 2016/17, que se encontra em estágio mais adiantado, devido às boas condições climáticas deste ano; e à valorização do real, fazendo com que a commodity brasileira perca competitividade, no mercado internacional.

DISPONIBILIDADE DO PRODUTO

“No momento, a demanda está voltada para o mercado norte-americano, onde há maior disponibilidade de soja. A safra brasileira 2015/16 (ciclo agrícola anterior) está com mais de 90% comercializados, ou seja, a disponibilidade do produto no Brasil é pequena”, aponta Sirimarco.

Em sua opinião, o produtor rural, agora, também está mais preocupado em terminar o plantio e acompanhar o desenvolvimento da safra: “Como o produto, em sua maioria, está capitalizado, o sojicultor não se sente pressionado a vender a safra nova. Com certeza, ele está esperando por condições melhores de mercado”.

Em relação aos preços da soja, praticados atualmente pelo mercado, o vice-presidente da SNA comenta que no Estado de Mato Grosso, por exemplo, quem vendeu a oleaginosa em julho deste ano, para entregá-la em março de 2017, conseguiu receber 71 reais pela saca, em média. “Mas quem deixou para negociar agora, não deve receber mais que 61 reais.”

Fonte: SNA

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