Senador Roberto Rocha desce de balsa de talos de buriti, voltando às origens. Foto: TV Capital

Ao lado de sua família e do prefeito Dr. Erik, o Senador Roberto Rocha (PSDB/MA) disse que veio ‘matar a saudade dos amigos’ e aproveitou para descer as correntezas do Rio Balsas sobre uma balsa de buriti – antigo meio de transporte que deu nome ao município. Roberto Rocha também aproveitou para dar uma olhada na obra que sempre foi um sonho de seu pai, ‘in memória’, o ex-prefeito Luiz Rocha, de construir a orla ribeirinha para melhor comodidade dos visitantes e para evitar o assoreamento do rio.

O senador viu bem de perto como está a natureza em volta do Rio Balsas e manifestou sua paixão pelas águas, ainda cristalinas, que atrai centenas de banhistas na época de veraneio. Para ele, “não existe outro rio melhor que o Rio Balsas e o quanto ele é importante para o mundo.” Exclamou o senador.

Ainda, durante seu passeio, Roberto Rocha concedeu entrevista coletivo na qual citou alguns pontos que formam sua preocupação com o desenvolvimento do Maranhão, enquanto senador. Entre eles, o Anel da Soja, a federalização da MA 006 e a hidrovia nos rios Parnaíba e Balsas.

Anel da soja

Para construir o anel da soja o governo do estado conseguiu aprovar um empréstimo de R$ 4 bilhões financiado pelo BNDES; mas até agora a obra não foi feita. Essa é uma obra de infraestrutura rodoviária fundamental para alavancar a economia do sul do Maranhão que é quem salva a economia do estado com a produção de grãos. Há 40 anos atrás o governador Luís Rocha iniciou a criação das condições para que essa região se transformasse no que ela é hoje, com estradas, energia elétrica, aeroporto. Atraindo os imigrantes do sul do pais que trouxeram agricultura mecanizada produzindo grãos. E hoje esse agricultura está subindo rumo ao norte do Maranhão; já temos soja em Chapadinha, Brejo, Anapurus, Aldeias Altas, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas e outros municípios.

Federalização da MA 006

Nosso desejo é que se tenha uma rodovia federal que ligue essa região do Matopiba (Tocantins, sul do Piauí, sul do Maranhão) ao Porto do Itaqui. Acho injusto as rodovias dos estados do Matopiba serem federais e a nossa não. Agora vamos construir a ponte sobre o Rio Parnaíba ligando Santa Filomena/PI a Alto Parnaíba/MA. A rodovia até a ponte é federal mas quando entra no Maranhão é estadual. Ai você carrega a soja acabando com a estrada e o estado não recebe nem o ICMS.  Estamos discutindo com o ministro Tarcísio uma solução para esse problema. Estamos discutindo a ferrovia e uma hidrovia, cujo projeto de Estudo de Viabilidade Econômica Técnica e Ambiental (AVTEA) já está pronto e vai atender a região do Matopiba, através do Rio Parnaíba, saindo de Alto Parnaíba e Tasso Fragoso, Uruçui e ramal pelo fluente que é Rio Balsas saindo da cidade de Balsas e descendo em barcaças carregada de grãos até Teresina, onde faremos uma conexão ligando com a Rio Itapecuru até o Porto do Itaqui.

Ferrovia de Balsas até Estreito

Será um braço ferroviário da Ferrovia Norte Sul, com mais de 200 Km. Já fizemos o – EVTEA e o projeto está no Ministério da Infraestrutura. Esta conexão reforçará a estratégia de diminuir a distância entre a produção nacional e o mercado externo, providência esta fundamental para viabilizar um possível processo de concessão desta ferrovia. Balsas terá rodovia, ferrovia, aeroporto e hidrovia. O que vai permitir que a região se desenvolva mais rapidamente”.

1 Comentário

  1. Esse senadorzinho traidor do falso comunista, e portanto também traidor, devia e deve estar se envergonhando e pedindo desculpas públicas aos sofridos maranhenses e às sofridas maranhenses, por tantos malfeitos e covardias que ele e o agronegócio vem causando ao mesmo “povo” sofrido deste estado de coisas colonizado pela escória da escória que veio do sul desta colônia brasilis, basta reconhecer a destruição do cerrado e por consequência, do Rio Balsas, destruição praticada por essas mesmas quadrilhas do agronegócio sem o mínimo de retorno social nem compensação, haja visto que não há investimento humano nenhum na cidade de Balsas nem na cultura por exemplo, que serviria ao menos para estes mesmos senhores pousarem com alguma capa de decência perante a população cuja maioria, é humilhada por eles, desde uma potencial epidemia de câncer forjada pelos venenos lançados no ar, no solo e nas águas, até a falta de compromisso social em todas as demais demandas sociais da região…

    Assumo tudo o que digo aqui e alhures

    Felipe Puxirum, que está visitando e conhecendo o sul maranhense, entrincheirado “no Balsas”, como falam muitas de seus moradores e moradoras, e solidário às grandes maiorias periféricas marginalizadas e sem cidadania plena!

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