Soybean Field Rows in summer

Puxada pela soja, que deverá ter praticamente o dobro da colheita passada, a produção agrícola do Maranhão deve aumentar 47,5% na safra 2016/17, segundo estimativa de safra divulgada nesta quinta-feira (08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do crescimento, apenas duas culturas – soja e milho – terão desempenho positivo, enquanto algodão, arroz e feijão devem ter produção inferior à colheita passada.

Este é o terceiro levantamento da safra da Conab, do total de 12, feito entre 20 a 26 de novembro.

De acordo com a Conab, a colheita de grãos no estado deve ficar em 3,660 milhões de toneladas contra 2,481 milhões da safra passada, o que representa um crescimento superior a 1,1 milhão de toneladas ou 47,5% a mais.

De acordo com a Conab, a área plantada, que na safra passada foi 1,420,1 milhão de hectares, subiu 2,5% e passou 1,453,1 milhão de hectares, porém o aumento mais expressivo foi da produtividade, que era de 2,481,7 mil quilos por hectare e aumentou para 3,713,1 mil quilos por hectare, o que representa uma variação de 49,6%.

Apesar do expressivo crescimento na comparação com a safra 2015/16, a safra atual é bem inferior que as de 2013/14 (4,3 milhões de toneladas) e 2014/15 (4,4 milhões de toneladas).

A estimativa da Conab leva em conta cinco culturas tradicionais do estado. Saiba como será o desempenho de cada uma:

  • Algodão – 76,9 mil toneladas contra 82,5 mil da safra anterior, ou seja, ou seja, variação de -6,8%
  • Arroz – 174,1 mil toneladas contra 268,3 mil da safra anterior, ou seja, ou seja, variação de -35,1%
  • Feijão – 36,3 mil toneladas contra 39,3 mil da safra anterior, ou seja, ou seja, variação de -6,9%
  • Milho – 964,6 mil toneladas contra 874,4 mil da safra anterior, ou seja, variação de 10,3%
  • Soja – 2,491 milhões de toneladas contra 1,250 milhão da safra anterior, ou seja, variação de 99,3%

Produção nacional – A produção nacional de grãos deve crescer 14,2%, com um aumento de 26,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior. A estimativa foi divulgada hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e chega a 213,1 milhões de toneladas. Este é o terceiro levantamento da safra da Conab, do total de 12, feito entre 20 a 26 de novembro.

Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, o principal fator para o aumento da produção é o aumento de área, que deve chegar a 59,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,4% ou 827 mil hectares, comparada à safra 2015/2016.

Neto explica, por exemplo, que a área de feijão cresceu 13%, o milho 3%, e a soja 2%. Mas como a soja é a cultura mais produzida, um aumento percentual pequeno que seja de área, gera um aumento significativo na produção. A projeção de crescimento da soja é 7,3% na produção, podendo atingir 102,45 milhões de toneladas.

Segundo o superintendente da Conab, a incorporação de pastagens é o principal fator de aumento da área plantada. “O aumento da área está muito focada nas áreas de pastagens ou pastagens degradadas, que são áreas que estão sendo utilizadas para fazer a produção dessas culturas. Existe, em menor, proporção a substituição de uma cultura pela outra, mas nada que seja além dessa incorporação de pastagens”, explicou.

O algodão e o arroz foram exceções nesse crescimento, pois perderam área para o cultivo de soja. Ainda assim, a produção dessas culturas deve subir. O arroz registra uma produção de 11,5 milhões de toneladas, aumento de 8,5%; e o algodão deve crescer 9,7% e chegar a 1,41 milhão de toneladas.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Néri Geller, mesmo com a crise política, o setor está motivado para produzir e  retomar a economia do país. “Você tem o incremento só de movimentação dessa produção da ordem de  R$ 200 bilhões, além de desaguar em outras demandas, por exemplo, transporte, como movimentar a indústria de caminhões, a indústria de pneus, todo o comércio, as revendas de insumos e indústria de equipamentos agrícolas”, disse.

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