PRECISA-SE DE DOULA: Em Balsas, mulheres buscam essa atividade para complementar a renda.

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    Foto: Folha do Cerrado

    Em dias duvidosos e difíceis o certo mesmo é agregar a profissão, o dia de folga ou apenas a disposição e prazer para atrair mais uma renda para o cofre familiar. Assim, esse é o intuito de muitas mulheres que em Balsas participaram do Curso de Formação de Doula, nos dias 26, 27 e 28/02, no auditório do Hospital São José, também não somente no ensejo de aumentar seu “ganha pão”, mas de auxiliar, amparar ou mesmo compartilhar os momentos tão gloriosos que a gestação, pode oferecer para as mulheres.

    Para ser uma atendente Doula (pessoa que se dedica a ajudar no momento de dar a luz) não há necessidade de ter uma especialização ou ou conhecimentos na área de saúde, basta gostar de acompanhar a gestante, dando apoio físico, psicológico e mais humanizado, durante toda a fase de gravidez. Doula é uma assistente leiga do parto, sem função técnica, acima de 18 anos, acompanhante capacitada e formada para trabalhar e dar qualidade à gestante durante todo o período, de gravidez, o pré-natal, o parto e o pós-parto.

    Uma Doula orientando gestante em Brasília/DF. Foto: Nexojornal

    De acordo com a instrutora Patrícia Santos de Azevedo, de Arraial D’Ajuda, Porto Seguro/BA, que é Enfermeira Obstétrica, Parteira Urbana, Educadora Perinatal, Doula e Consultora de Aleitamento Materno, o Curso de Formação de Doula, ainda não é reconhecido pelo Ministério do Trabalho, porém, segundo a mesma, tem recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde, da OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério da Saúde, a função de Doula, apesar de tão remota (desde que o mundo é mundo, disse Patrícia) – são as mulheres que acompanham outras mulheres em situação de parto – apenas possui código de ética e associação que ampara a Doula. É um trabalho voluntário, tanto que ela pode trabalhar por conta própria, fazer atendimentos particulares. De acordo com a gestora do curso, “atualmente a gente tem uma repaginação desse papel e são mulheres que vão trabalhar aproximando a mulher desse mundo, que às vezes parece desconhecido, quando ela vai parir no hospital, por exemplo e que para ela todos aqueles processos e aqueles nomes são tão distante da realidade dela e a Doula faz essa aproximação para a gestante, podendo dar uma satisfação maior e qualidade na hora do parto”.

    Foto: Folha do Cerrado
    Foto: Folha do Cerrado

    Apresentando material didático como livros relacionados e apetrechos demonstrativos de silicone, a Parteira Urbana disse que através da aprovação da maioria das mulheres que se serviram de Doulas durante sua gravidez e foram bem sucedidas é que “existem estudos de evidências científicas que comprovam o benefício da acompanhante, mesmo que ela não tenha nenhuma função técnica e estando apenas do lado da mulher para proporcionar essa segurança de ter uma outra mulher, uma outra companhia feminina como ela, apoiando, já reduz tempo de trabalho de parto e diminui risco de parto instrumental, intervenções desnecessárias, enfim uma série de benefícios e que depois, com base nesses estudos, tem sido recomendados no Brasil, as mulheres cada vez mais querem porque é bom, então todo mundo quer!”. Reforça Patrícia Santos.

    Em parceria com o Hospital São Camilo, Materna Plena, Plena Consultórios de Enfermagem e Plena Saúde & Equilíbrio, a organizadora do evento Graziela Rosa da Silva, Enfermeira Obstetra, servidora no HBU e Hospital Regional de Balsas, disse que a doula dá mais segurança e torna os momentos mais especiais, por buscou trazer para a região “para mudar essa realidade de ser um momento traumático e trazer com amor, com respeito, onde elas conheçam seus direitos, onde elas possam ser realmente as protagonistas na hora do parto e não só o profissional. Ela tem que estar certa disso para que ela possa comandar, ela tenha esse domínio do corpo, ela tem esse domínio da gestação, do momento, do parto e a gente quer resgatar isso”.

    A também Enfermeira Gley Simone Ribeiro da Costa, servidora pública e diretora da Escola Eqtei, de Balsas, afirmou que não só as profissionais da área da saúde precisam fazer o curso, mas quem gosta de acompanhar uma gestante durante todo o período de gravidez de uma mulher. Para ela, “é um momento em que deixo de ser a enfermeira e passo a ser a Doula, acompanhando a gestante, dando apoio emocional, psicológico, afetivo àquela mulher, naquele momento de parto, para que possa ser realizado da melhor maneira possível e naturalmente”.

    Preparadas para atuarem nesta nova função, aqui no Maranhão – Patrícia também ministrou o curso em São Luis para várias mulheres – as Doulas poderão tanto exercer o trabalho de acompanhante de gestantes como também ministrar o curso para interessadas, ou ainda fazer parte de negócios de startups.

     

     

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